Estudantes minhotos despreocupados com o orçamento de Estado
Esta quarta-feira o orçamento de Estado vai a votos na Assembleia da República. Marcelo avisa que chumbo do orçamento pode resultar na dissolução do governo. Nas mesas parlamentares discute-se o futuro do país, mas, nos bares da Universidade do Minho, o tema não está em cima da mesa.
No bar do edifício 3 do campus universitário, quatro alunos de ciências da comunicação conversam enquanto utilizam o seu computador. “Tudo é muito negativo e acho que se vai manter até ao dia da decisão”, afirma Maria Cadilhe. É um dia de sol, mas nem tudo é tão brilhante para aqueles que preveem a aproximação de uma tempestade no governo português.
No decorrer da conversa, Elisabete Teixeira confessa estar preocupada com as decisões políticas, referindo que “pode haver uma possível crise política nos imensos desacordos entre os partidos”. Durante a troca de ideias entre colegas, surge a hipótese de o governo dissolver-se e, num tom reticente, a estudante acrescenta: “bem, é algo sempre assustador e pode deixar-nos numa situação menos favorável. Aliás, nem sei se o governo já caiu alguma vez”. Os estudantes desatam a rir.
A queda do governo não suscita grande interesse entre os alunos, mas a ascensão da extrema direita representa uma preocupação. “A extrema-direita nunca esteve tão forte e ninguém quer vê-la ascender”, declara Elisabete. Ao seu lado, Marta Alves salienta que “especialmente depois da pandemia, ninguém quer ver isso a acontecer. Era o que faltava”. A aluna confidencia que conversou com a avó sobre o orçamento.
Nem todos os alunos sentem-se inquietos com o Orçamento de Estado, é o caso de Guilherme Araújo. “Não tenho acompanhado. Não é falta de interesse pela política. Simplesmente não acompanho os noticiários e não sei o que está a acontecer no país”, partilha com indiferença aos restantes colegas.
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