No âmbito da unidade curricular de Atelier de Jornalismo Multimédia optei por analisar cinco jornais portugueses: o Jornal de Notícias, Público, Expresso, Correio do Minho e Observador. Esta análise incidiu nas suas plataformas online, nomeadamente websites e redes sociais.
Desenho
No que concerne ao design geral, o Jornal de Notícias caracteriza-se por fazer uso de um fundo com publicidade. Esta opção pode ser distrativa para o utilizador. As notícias estão dispostas de uma forma um pouco confusa e não existe uma grande coesão gráfica. A paleta de cores é bastante simples e monocromática. Por outro lado, o Público destaca-se pelas cores quentes como laranja e vermelho que usa no seu website. Uma escolha interessante deste jornal são as caixas coloridas onde insere informação. Os antetítulos do Público são coloridos e os leads escritos a preto e branco. Dos jornais analisados é o que apresenta maior coesão gráfica. No Expresso destacam-se as crónicas na barra lateral direita que me parece uma opção criativa. Quando o utilizador entra no site, depara-se com as notícias exclusivas em grande plano e imagens de grande dimensão bem destacadas. O Expresso escreve os seus títulos a preto e antetítulos a azul. Por outro lado, o Correio do Minho apresenta um fundo azul-claro bem marcante e uma organização noticiosa minimalista. A opção de cor do seu fundo pode conferir alguma confusão ao utilizador. Este jornal está dividido por vários separadores e cada um representa uma temática com um esquema de cores diferente. Esta escolha de divisão de secções por cores é bastante prática. Por último, o Observador apresenta como cores predominantes o branco e o azul. Dos sites analisados é o que oferece melhor navegação. Destaca-se pela sua organização e uso mínimo de publicidade.
Conteúdo
O jornal de notícias privilegia temas disruptivos e utiliza títulos curtos. Por outro lado, o Público escreve títulos mais longas e as suas notícias aprofundam mais os temas. O Expresso segue a mesma linha do Público e incide num ângulo no qual desenvolve mais os temas noticiados. Em contraste, o Correio do Minho faz um jornalismo de âmbito local e regional. Por fim, o Observador faz uso de títulos citação nas suas notícias e para além da componente social, também tem uma componente mais lifestyle.
Multimédia
O Jornal de Notícias aposta bastante em conteúdo multimédia nomeadamente em vídeos de determinadas notícias. O Jornal de Notícias também aposta em vídeos de entrevistas o que enriquece o site. Os conteúdos exclusivos deste jornal são enriquecidos com foto galerias. Por outro lado, o Público é o site mais rico em infografias que são um importante auxílio na explicação de temas mais complexos. Os conteúdos exclusivos e as reportagens são enriquecidos com diversas fotografias ao longo da publicação que ajudam a contar a história. O Expresso possuiu um conteúdo multimédia mais simples e tradicional. Este jornal faz um uso minimalista da fotografia e apenas recorre ao vídeo pontualmente. O correio do Minho tem uma secção exclusivamente dedicada ao seu conteúdo multimédia com variedade de vídeos e galerias de fotografias. Esta opção editorial destaca-se pela originalidade e acaba a despertar a curiosidade do utilizador. Por fim, o Observador foca-se muito em podcasts no seu site e destaca o formato. Porém, investe menos na publicação de vídeo. O observador direciona o utilizador para a sua rádio assim que entra no site, esta opção é uma boa técnica de promoção da sua rádio.
Funcionalidade
O Jornal de Notícias é pouco intuitivo por estar bombardeado de publicidade que dificulta a navegação. Por sua vez, o Público apresenta a navegação mais simples e intuitiva porque os seus conteúdos estão bem divididos ao longo do website. O Expresso revelou a navegação menos clara por estar um pouco descoordenada. Por sua vez, o Correio do Minho tem a navegação mais original devido à sua barra lateral com os diferentes temas que podemos ativar e que acabam por nos aparecer na página principal. O Observador também apresenta uma navegação intuitiva organizada numa barra lateral que divide as diferentes secções.
Interatividade
O Jornal de Notícias possuiu uma interação fácil pois permite ao utilizador partilhar automaticamente a notícia que lê no Facebook. Também possuiu uma barra lateral para o utilizador publicar a notícia noutras redes sociais e uma caixa de comentários bastante simples. O Público oferece uma opção de partilha que disponibiliza de forma criativa numa barra lateral onde direciona o utilizador automaticamente para a partilha. Este jornal também dispõe de uma caixa de comentários bastante usada pelos seus utilizadores. O sistema de partilha do Expresso é semelhante ao do Público, mas mais discreto. Os comentários não são tão visíveis ou fáceis de fazer. O correio do Minho possuiu a opção de escrever comentários, mas é pouco intuitiva e no topo da página também possuiu a opção de partilhar as suas notícias no Facebook ou Twitter, mas passa despercebido. Esta opção direciona automaticamente os utilizadores para as suas páginas nas redes sociais. O Observador também utiliza a técnica da barra lateral para partilha de conteúdo nas redes sociais. Todavia, os seus comentários são pouco intuitivos. Destaca-se pela publicidade que faz às suas contas de Instagram e Tiktok onde têm investido.
Projeção nas redes
O Jornal de Notícias possuiu a presença mais ativa no Facebook publicando com bastante regularidade, apesar de todos os jornais usarem o Facebook como principal plataforma para a publicação de notícias. O Público, apesar de presente no Facebook, aposta bastante no Twitter e no Instagram. Dos jornais analisados o Expresso é o que usa o Instagram com mais regularidade, mas também marca presença no Twitter e Facebook. O Correio do Minho mantém presença ativa no Facebook, mas investe menos no seu Twitter e Instagram. O Instagram do Correio do Minho inclusive é mais usado para partilhar as capas dos jornais do que os conteúdos noticiosos propriamente ditos. O Observador marca presença ativa nas redes sociais porque é um projeto muito marcado pela sua presença online. Atualmente publicita as suas contas de Instagram e Tiktok no próprio website. Dos jornais analisados é provavelmente aquele que investe mais nas redes sociais.
Patrícia Silva
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